Matérias da Jagua

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Jagua " Maior onda do Brasil

    O outono apenas começou e as ondas já começaram a             entrar na Laje da Jagua, Jaguaruna (SC), a pista oficial dos big riders brasileiros.


  Os meses entre abril e agosto são os mais favoráveis para            que a onda mais potente do país realmente mostre a sua face.


   Para ilustrar a abertura da temporada, separamos algumas das melhores ondas surfadas em 2011. No vídeo acima aparecem nomes como Carlos Burle, Everaldo Pato, Maya Gabeira, entre outros.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jacaré relembra Big surf no Brasil

Jacaré Foto Lucas Barnis

No Brasil existem vários beach breaks com bancadas capazes de receber grandes ondulações: Maresias, Itacoatiara, Fernando de Noronha, Silveira, Imbituba e certamente mais alguns que não me vêm à mente neste exato momento.
 Mas um em especial, eu respeito muito, tanto quanto a Laje de Jaguaruna. Este pico chama-se praia do Cardoso, no cobiçado Farol de Santa Marta, situado ao Sul de nosso país, em Santa Catarina.
 Quebrando com vários tipos de combinações de swells, posso afirmar que quando o Cardoso está grande, o bicho pega e pega mesmo. Até o nome muda de Cardoso para o apelido mais comum em dias de fúria: “Cardosão”.

Jacaré Foto Lucas Barnis
Nesse pico vários relatos de big swells já foram protagonizados. O próprio surfista Dê da Barra em 2004 surfou uma onda estimada em 9 metros de face, impressionando a todos e a mídia nacional do surf brasileiro. 
 Lembro muito bem dessa onda do Dê, eu estava  me arrumando na beira de praia pra sessão e vi ele descendo uma rampa interminável. Na hora, parecia Mavericks gigante. Ele chegou à base e foi engolido por mais de 1 minuto, foi a imagem mais impressionante que já vi no pico.
Jacaré Foto Lucas Barnis
 Depois deste vários outros swells monstros foram surfados no pico, em sua grande maioria sem registro. Mas um em especial ficou marcado em minha vida, o do dia 21 de outubro de 2011.
 Esse sim nunca vou esquecer. Foi um dia muito especial, as ondas passavam facilmente dos 5 metros de face quebrando muito atrás da ilha do Farol. Séries intermináveis entravam alinhadas e perfeitas como se fosse uma sinfonia.
 Nesse dia percebi que o Cardoso tem algumas diretrizes que lembram muito a Laje da Jagua, uma delas que percebi que ali quando maior as ondas, melhor o mar fica. Também percebi que nesses dias “x”, qualquer vacilo, você pode pagar caro, podendo até perder a vida.
 Tirando a Laje, pra mim é o pior caldo do Brasil, a onda te arrasta pelo fundo por cerca de uns 250 metros, isso tudo sem respirar, sendo que as séries sempre variam entre cinco a sete ondas. 
Jacaré Foto Lucas Barnis
 Nesse swell que estou detalhando, posso afirmar que foi um dos melhores mares que já surfei no Brasil, mas também posso detalhar que não existe ser no mundo que encare tal situação sem dizer que não tenha medo. Surfei  em torno de 20 ondas intermináveis sendo rebocado pelo big rider casca grossa André Paulista.

“Quando a série entrava, procurava escolher logo a maior e mais cavernosa, rebocando o Jacaré na melhores, quando eu o largava, de trás o oceano cobria toda praia, eu ficava sem saber onde meu parceiro se encontrava, tinha que o resgatar o mais rápido possível, sabendo que eu poderia por em risco a vida dele", disse Paulista.
 Foi um dia inesquecível e ilustrei algumas fotos relíquias de arquivo do fotógrafo Lucas  Barnis, e que em 2012 Deus nos conceda boas ondas a todos. Um ótimo ano com muita paz e alegria, aloha!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tow in Ponta da Barra Laguna-SC

Na primeira semana de dezembro, um pequeno swell encostou no Sul das praias de Santa Catarina e proporcionou boas ondas em praias como Laguna e Jaguaruna.
Jacaré foto Ronaldo Amboni


Como de costume, esperamos o convite do surfista local Pepeu para surfar as ondas de Ponta da Barra, Laguna, já que o pico tem um localismo pesado sempre respeitamos a galera local. 


Pepeu foto Ronaldo Amboni
A equipe da Atow-Inj (Associação de Tow-in de Jaguaruna), desta vez representada por mim, João Capilé e André Paulista aceitamos o convite e encaramos as ondas do pico.


Apesar de o mar estar pequeno, sempre é válido o treino e conhecer melhor o pico, pois quando as grandes ondulações chegarem temos que estar preparados.
O fotógrafo morador do pico, Ronaldo Amboni, chegou para registrar a sessão apenas no fim do dia, mas ainda conseguiu obter alguns registros que podemos ilustrar esta matéria.
A onda foi surfada de tow-in pela primeira vez em 2004 pela equipe da Atow-Inj e somente sete anos depois voltaram ao pico para novos desafios.


Paulista foto Ronaldo Amboni
Descobrimos uma coisa. Quando o swell estiver de Sul com vento Sul forte, vão quebrar altas ondas em Laguna. Acreditamos muito no potencial do pico e certamente pegaremos boas ondas nas próximas ondulações.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Takeo encara Laje da Jagua de Stand Up



O grupo da ATOW-INJ (Associação de Tow in de Jaguaruna) formado por Thiago Jacaré, Mauricio Angeloni, Marcos Moraes, Leandro Lima, Plinio Cruz, André Paulista, Capilé e o surfista profissional de SUP, Alexandre Takeo, teve dois dias de surf clássico em plena primavera.




Magrinho na Laje da Jagua Brasil
foto Lucas Barnis
Paulista Laje da Jagua Brasil
foto Lucas Barnis
A primeira sessão foi em Ponta da Barra, Laguna, na sexta-feira. Estamos tratando as imagens e em pouco tempo divulgaremos. 

No dia seguinte pela manhã, partimos para Laje da Jagua e tivemos uma sessão clássica de surf, com um pequeno imprevisto que contarei logo mais.

As sessões não pararam por ai. No sábado à tarde, partimos para o Cardosão e encontramos altas ondas, mas infelizmente não temos registro.

Então, rolou a discussão entre a galera. Dá pra reclamar que o ano foi ruim?

O último grande swell do ano atingiu a costa com água clara, período bom e altas ondas. Não temos do que reclamar. 

Voltando ao imprevisto citado, partimos para laje de Jagua na companhia do fotógrafo Lucas Barnis. Durante a sessão, Lucas foi pego de surpresa por uma onda que molhou todo seu equipamento fotográfico, que não estava na caixa estanque. 

Um prejuízo de R$ 3,5 mil e a perda de mais um registro alucinante na Laje. Conseguimos resgatar uma imagem que havíamos registrado antes do ocorrido e achamos bem legal. 

Em um momento bizarro na Laje, Takeo quase entra em uma onda bem grande. 

“Eu estava esperando muito por esse momento de conhecer a laje. Levei minha 8’8 e quando cheguei não acreditei. Uma parede azul, linda e assustadora ao mesmo tempo, rápida, pesada e bem rasa, estava pronta para ser surfada. Quando eu remava, meu SUP conseguia ver o fundo da laje. É animal”, finaliza Alexandre Takeo. 

O primeiro a surfar essa onda de Stand Up foi Fabiano Tissot, em 2010, quando as fronteiras foram abertas para um novo desafio nas grandes ondas da Jagua. Já se falam em um possível evento de SUP por lá. Quem sabe em breve.

domingo, 20 de novembro de 2011

Maya Gabeira surfa onda gigante na Laje da Jagua - Brasil

Maya Gabeira Laje da Jagua- Brasil
foto: Cristhian Jung
A big rider carioca Maya Gabeira aprontou mais uma e encarou as ondas poderosas da Laje da Jagua, Jaguaruna (SC)

Maya surfou uma direita bizarra, totalmente mutante, tomou um caldo sinistro e sentiu na pele o peso das bombas, que rolam a 5,3 quilômetros da costa, sobre um fundo de pedra extremamente raso. 
Em entrevista ao canal ESPN Brasil, Gabeira afirmou que apesar do frio as ondas da Jagua são incríveis e desafiadoras.


O fotógrafo Christian Jung registrou a big rider em uma das morras da sessão, eleita pelos integrantes da ATOW-INJ (Associação de Tow In de Jaguaruna) como a onda do ano no pico.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carlos Burle fala da Laje da Jagua


Carlos Burle Laje da Jagua- BRASIL
Carlos Burle Laje da Jagua- BRASIL
Localizada no município de Jaguaruna (SC), a Laje da Jaguá foi descoberta pelo saudoso Zeca Scheffer e por Rodrigo Monster Resende em 2003.

Desde então, o pico recebe expedições organizadas pela Atow-Inj (Associação de Tow In de Jaguaruna) com surfistas destemidos, dispostos a encarar os perigos de um point raso e sinistro, que funciona a mais de cinco quilômetros da costa. 

Em entrevista exclusiva, o big rider Carlos Burle analisa a onda da Laje da Jagua e fala sobre o futuro do tow in no Brasil.

Ao lado do parceiro Eraldo Gueiros, Burle venceu as duas edições (2006 e 2011) do Mormaii Tow In Laje da Jagua – In Memory of Zeca Scheffer e é freqüentador assíduo do pico.

Como avalia a onda da Laje?
Conheço o potencial desse lugar. É um pico desafiador para qualquer dupla de tow in. Uma onda mutante, radical, que rola sobre uma bancada perigosa. É necessário muita agilidade e talento para se dar bem.

Por quebrar a quilômetros da costa, a Laje pode receber as maiores ondas do Brasil?

Jaguaruna tem uma posição geográfica privilegiada para receber as grandes ondulações que chegam ao litoral Sul do país. Com swell certo, acredito que poderemos encontrar as maiores ondas do Brasil no point. 

A onda é pesada, rola em alto mar e os caldos chegam a 45 segundos. Qual a vibe antes de surfar no pico?

Tenho muito respeito por esse pico. As ondas são realmente pesadas e a bancada extremamente rasa. Os sentimentos se misturam: frio na barriga, adrenalina e medo. 

Zeca Scheffer? 

Um grande nome do nosso esporte. Ele sempre procurou o profissionalismo como ferramenta de evolução para a comunidade do surf. Um exemplo a ser seguido.

Fale um pouco sobre comunidade local de Jaguaruna e defina a Atow-inj?

A comunidade local e as autoridades recebem com muito carinho os surfistas e a última edição do Mormaii Tow In foi um exemplo claro do que estou falando. A Atow-inj é peça fundamental para o esporte no país.

Como analisa o futuro do tow in no Brasil?

O Brasil tem grandes expoentes no esporte e deve continuar investindo na modalidade. Acredito em um futuro próspero.

Podemos afirmar que acabou aquela história de não termos ondas grandes no Brasil?
Temos ondas grandes e pesadas sim. Não são as maiores do mundo, mas com certeza rendem um excelente treino.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vídeo Laje da Jagua


O final do mês de agosto ficará marcado em Jaguaruna (SC), palco de uma das maiores ondas da América do Sul. Basta os gráficos de previsões alertarem um bom swell na região que a pergunta é sempre a mesma: como serão as ondas na Laje da Jagua?

Jaguaruna tornou-se rota dos caçadores de ondas grandes. Em dias de ressaca, a pacata cidade fica ansiosa para saber quem virá. A base da Atow-Inj (Associação de Tow in de Jaguaruna) monitora todas as investidas e gráficos que apresentam condições reais para a prática do big surf.

Ao saber da entrada do swell, os paulistas Rodrigo Koxa e Vitor Farias uniram-se à equipe composta pelos surfistas Plínio Cruz, Arno Phellipe, Mauricio Angeloni, André Paulista, Carlos Piri, Thiago Jacaré e o fotógrafo Lucas Barnis. Eles deslocaram-se para encarar água fria, temperatura de abaixo de zero, chuva e um forte nevoeiro.

Fatores que contribuíram para mais uma investida na onda mais desafiadora da costa brasileira. Fabiano Tissot, que sofreu uma forte lesão em Teahupoo, Tahiti, estava na barca, mas devido à recuperação de uma cirurgia em um dos pés, resolveu não arriscar sua volta ao surf. Mesmo assim, Tissot participou de toda função de operacionalidade.

Na Laje as ondas estavam entre 4 a 5 metros - com período 12 a 13 segundos de intervalo. Desta vez, o swell encaixou nas esquerdas. O big rider Rodrigo Koxa havia surfado a onda da Jagua em outras sessões, mas foi dessa fez que realmente conseguiu sentir de perto as poderosas ondas do pico.

“Não tenho dúvida que por possuir certos privilégios, como situar-se a 5,3 quilômetros da costa, em alto mar, com uma bancada rasa formada por uma montanha submersa, a Laje da Jagua tem um potencial inacreditável. Certamente é a maior onda que já vi e surfei no Brasil’, relata Koxa.

A ideia principal era encarar as ondas na remada, mas as fortes correntes dificultavam muito a permanência do surfista no pico. O jeito foi cair de tow in e desfrutar de mais um dia de big surf épico. Koxa e Vitor aproveitaram e treinaram para outra ondulação que estava para encostar no Tahiti.

Com isso, Leandro Lima e Marcos Moraes se deslocaram para Jaguaruna com intuito surfar o dia seguinte. Já os big riders paulistas acordaram cedo e partiram rumo a outro swell. As ondas do segundo dia praticamente dobraram de tamanho em relação ao dia anterior. Quem presenciou afirmou ser as maiores ondas já vistas na Laje.

Um dos grandes destaques foi o surfista Mauricio Angeloni, que por dois dias consecutivos surfou as rainhas do dia. Angeloni mora no Farol de Santa Marta (SC), conhece as histórias da Laje desde pequeno e só agora foi desfrutar dessa pérola no quintal de sua casa.

Apesar de ser um ano de poucas ondulações, esse swell ficará para história como um dos maiores já surfados em Jaguaruna