
No Brasil, a entrada de grandes ondulações é bem menos frequente do que no Hawaii. Nosso período de ondas é mais constante entre os meses de abril e agosto, quando as temperaturas baixam.
Só a palavra “grande” já carrega um certo respeito, mas quando o assunto é “ondas grandes” a história é outra. Quando o surf acontece a 5,3 km da costa, em uma bancada de 1,5 metros de profundidade e com ondas que passam facilmente dos 4 metros de face, a situação fica bem delicada.
Com um lip grosso e pesado, que pode facilmente triturá-lo, você pensa duas vezes se realmente é isso que deseja enfrentar. Trata-se de colocar sua vida em risco a cada caída. Sabe-se que, para aqueles que gostam destes desafios, o preparo físico é algo essencial para um desempenho bom e seguro dentro da água.

Este ano foi a vez de Thiago Jacaré ver a morte de perto. Jacaré já havia relatado algumas vacas apavorantes que tomou na Laje, mas, desta vez, ele teve sua pior experiência. O surfista, local do pico, ficou submerso por cerca de 35 segundos.
“Lembro-me que olhei de cima e vi toda bancada para fora, quis acreditar no drop, mas eu estava muito atrasado na onda. Foi quando me deparei de cara com a bancada afiada", conta Jacaré.
"Nossa! Só quem já passou por isso pra dizer o que essa onda faz com você. Te joga pra bancada, rola pra um lado e pro outro, esmaga você nas pedras e depois lhe arremessa a uma profundidade que sai dos 1,5 metros para 20 metros muito rapidamente, é sinistro”, relata Jacaré.
O surfista logo foi resgatado por seu parceiro, Plínio Cruz, que geralmente o acompanha nas grandes sessões da Laje. Jacaré saiu tonto, vomitando água e sangue.
Os “Slab Crazys” (Loucos da Laje) treinam diariamente natação, surf, tow in, apneia e corrida, e ainda passam por este sufoco a cada sessão de tow in na Laje.
Agora, imagina um corajoso despreparado ou um surfista de final de semana, será que consegue sobreviver? Por vias das dúvidas é melhor não arriscar.
Apoio: MORMAII
SUNSET SURF SHOP